19.6.08

"Preferimos a imagem ao objeto, a cópia ao original, o simulacro (a reprodução técnica) ao real. E por quê? Porque desde a perspectiva renascentista até a televisão, que pega o fato ao vivo, a cultura ocidental foi uma corrida em busca do simulacro perfeito da realidade. O simulacro, tal qual a fotografia a cores, embeleza, intensifica o real. Ele fabrica um hiper-real, espetacular, um real mais real, interessante que a própria realidade."

15.6.08

que seja a ausência do confessional;
que seja a ruína de me entregar a uma paixão imaterial.
"Sometimes they are a matter of luck; the photographer could not expect or hope for them. Sometimes they are a matter of patience, waiting for an effect to be repeated that he has seen and lost or for one that he anticipates."


"Photography is still a very new medium and everything must be tried and dare... photography has no rules. It is not a sport. It is the result which counts, no matter how it is achieved. "


"Most photographers would feel a certain embarrassment in admitting publicly that they carried within them a sense of wonder, yet without it they would not produce the work they do, whatever their particular field."

4.6.08

"(...) E à beira de sua mudez, estava o mundo. Essa coisa iminente e inalcancável. Seu coração faminto dominou desajeitado o vazio.
Era um tempo surpreendente. O homem afortunadamente nem sequer tentou compreendê-lo. Talvez o que houvesse nele fossem apenas ecos do que ouvira dizer. (...)
Na linguagem não havia uma palavra sequer que desse esse nome ao fato de, no agigantamento de si próprio, ele ter alcançado o alto da montanha. Então Martin disse alto:
- Aqui estou, disse ele, e no coração de alguma coisa."

19.5.08

"Visible things can be invisible, at first one sees them, and then not. Yet one knows they are there."

17.5.08

"Bem sei que há um desencontro leve entre as coisas, elas quase se chocam, há desencontro entre os seres que se perdem uns aos outros, entre palavras que quase não dizem mais nada..."
"Tudo o que há dentro de mim tende a voltar a ser tudo.
Tudo o que há dentro de mim tende a despejar-me no chão,
No vasto chão supremo que não está em cima nem embaixo
Mas sob as estrelas e os sóis, sob as almas e os corpos
Por uma oblíqua posse dos nossos sentidos intelectuais."

11.5.08

"Ô querido, não precisa de palavras. Até teu silêncio me faz bem. É só estar, por aí, por lá. É só estar."
"Aqui é dor, aqui é amor, aqui é amor e dor:
onde um homem projeta seu perfil e pergunta atônito:
em que direção se vai?"
não anda pairando a falta desta parte de mim mesmo que prefiro negar.
dai graças aos ateus. e louve a capacidade de escolher o que se quer lembrar.
"Não penso que se deva negar Maio de 68 ou esvaziá-lo, embora exista no mundo inteiro uma atitude conformista disposta a colocar esparadrapos em cima dos grandes problemas"

7.5.08

"Tender... and cruel... real... and surreal... terrifying... and funny nocturnal...
and diurnal usual... and unusual handsome as anyone... Pierrot le Fou!"

29.4.08

"My only objective, from the perspective of photography is to change people through my photographs. I shoot poverty, I shoot sufferings, and I shoot everything, that is painful. I shoot pain, to deliberately provoke a reaction and I shoot photos to shock people. It's shock, and only shock, that can change people and can shake them to face the reality and shrug selfishness.

I don't want poverty, I don't want anyone to suffer and hope a day will come when the world will be a new one. And I think it is my duty to change the world, in whatever way I can. But still, if there's anyone, who thinks, I am further exploiting poverty and the poor, then, well, be free to express the what, that arises from your heart."
"only a blind man can take a honest picture".

Brett Walker precisa ser lembrado. por gerações a fio.

26.4.08

"é preciso dizer sempre o que se vê. e, o que é mais difícil, é preciso sobretudo sempre ver o que se vê."

22.4.08

"300 dias são de um nada maior que qualquer rua ou estação cortadas pelo tempo."

20.4.08

minha própria redenção é o não haver.

12.4.08

"Nenhuma idéia brilhante consegue entrar em circulação se não agregando a si qualquer elemento de estupidez. O pensamento colectivo é estúpido porque é colectivo: nada passa as barreiras do colectivo sem deixar nelas, como real de água, a maior parte da inteligência que traga consigo."

6.4.08

com quantas os sonhos sórdidos?
a especulação travestida de companhia?


- que o nome era Letícia Maria?
- sempre dissimulação composta.

4.4.08

"No estado em que me achava, se viessem me avisar que eu poderia voltar tranquilamente para casa, que a minha vida estava salva, ficaria indiferente; algumas horas ou alguns anos de espera dá na mesma, quando se perdeu a ilusão de ser eterno. Não tinha mais amarras, estava calmo. Era, porém, uma calma horrível - por causa do corpo; enxergava com seus olhos, ouvia com seus ouvidos; mas não era mais eu (...) "